A arquitetura de alto padrão no Paraná vive um momento de descentralização. Se antes os grandes projetos conceituais se limitavam às capitais, hoje cidades como Ponta Grossa assumem o protagonismo com empreendimentos que desafiam a lógica tradicional do “morar”.
O mais recente exemplo desse movimento é o Residencial Central Park. Localizado estrategicamente em frente ao Parque Olarias, o projeto não é apenas uma intervenção imobiliária em uma área de 123 mil m²; é um exercício complexo de respeito à memória urbana e integração com a paisagem natural.
Assinado pela AMR Arquitetura, escritório curitibano com mais de 15 anos de expertise em unir estética contemporânea e funcionalidade , o projeto das áreas comuns do condomínio se tornou um case de como a arquitetura pode promover qualidade de vida sem apagar a história local.
Patrimônio como premissa: a Chaminé Aymoré
O primeiro grande acerto do projeto foi entender o terreno não como uma folha em branco, mas como um guardião da história. O local abriga a icônica chaminé da antiga Cerâmica Aymoré, um marco industrial da região.

Muitos projetos convencionais poderiam isolar esse elemento, mas a abordagem da AMR Arquitetura foi o diálogo. A arquitetura proposta para as novas edificações é deliberadamente horizontal e limpa. Ao evitar verticalizações excessivas nas áreas comuns, o projeto permite que a chaminé continue reinando na paisagem, criando um contraste poético entre o tijolo histórico e a tecnologia dos novos materiais.
A Sede Social: convivência integrada à paisagem
Ao analisar o portfólio da AMR, notamos uma constante: a busca por “criar espaços que promovam bem-estar” e fujam do comum. No Central Park, isso fica evidente na reinvenção do conceito de Salão de Festas.

Esqueça os espaços fechados e genéricos. A Sede Social foi projetada como um pavilhão de vidro integrado à natureza. O complexo inclui:
- Wine Bar: Um ambiente intimista projetado para a apreciação de vinhos, com iluminação cênica que valoriza a experiência noturna.
- Salões de Festas Integrados: A planta livre permite flexibilidade de uso, uma característica técnica forte do escritório, que preza pela versatilidade e funcionalidade.
- Brinquedoteca: O design para crianças aqui segue a mesma linguagem sofisticada dos adultos, garantindo segurança sem infantilizar a arquitetura.

O grande trunfo técnico é a integração interior-exterior. Através de grandes vãos e esquadrias de alta performance, as barreiras visuais desaparecem. Quem está dentro do salão sente a brisa do lago e a luz natural, uma estratégia bioclimática que a AMR já utilizou com sucesso em projetos residenciais premiados, como a Residência São Lourenço, focando em eficiência energética e conforto térmico.
Wellness Architecture: A Sede Esportiva
A segunda edificação do complexo foca na saúde e no corpo, aplicando conceitos de Wellness Architecture (Arquitetura de Bem-Estar). A AMR Arquitetura desenhou este bloco para ser usado o ano todo, respeitando o clima específico dos Campos Gerais.

1. A Raia Coberta e Aquecida
Em regiões onde o inverno é rigoroso, piscinas abertas muitas vezes tornam-se “elefantes brancos” durante metade do ano. A solução de criar uma raia de natação coberta garante funcionalidade perene. O detalhamento técnico aqui é crucial: o controle de umidade e a acústica são pensados para criar um ambiente de relaxamento, não apenas de exercício.
2. A Academia Panorâmica
A arquitetura corporativa da AMR, conhecida pelo uso de tecnologia e escalas complexas, empresta seu know-how para esta academia. Em vez de paredes fechadas, temos vidro e vista. A “Academia Panorâmica” posiciona os equipamentos voltados para o Parque Olarias, transformando o treino diário em uma experiência visual.
3. A Piscina de Borda Infinita

Talvez o ponto mais “instagramável” do projeto, a piscina externa foi desenhada com borda infinita. O efeito visual é magnético: a água da piscina parece transbordar diretamente para o lago do condomínio, criando uma continuidade azul que acalma os sentidos. É o design a serviço da contemplação.
A Assinatura AMR: Rigor Técnico e Versatilidade
Por que este projeto é relevante para o mercado imobiliário de luxo? A resposta está na consistência do escritório responsável. A análise da trajetória da AMR Arquitetura mostra um escritório que transita com segurança entre a escala micro (como o design de interiores detalhado do MORÁ Refúgio Urbano ) e a escala macro de grandes complexos.
No Central Park, essa “dupla personalidade” é um trunfo:
- Na Escala Urbana: O pórtico imponente e a implantação dos blocos respeitam a monumentalidade do terreno de 123 mil m².
- Na Escala Humana: O design de interiores das áreas comuns traz o aconchego e o detalhamento de materiais que a AMR aplica em suas residências de alto padrão.
Um Novo Marco para Ponta Grossa
O Residencial Central Park não é apenas um lugar para morar; é um manifesto de que o interior do Paraná comporta — e exige — arquitetura de nível internacional. Com a entrega de espaços que priorizam a qualidade de vida e a estética contemporânea, o empreendimento se posiciona como o endereço definitivo para quem busca a união entre a solidez da história (Cerâmica Aymoré) e a fluidez do futuro.